terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

O que é Divulgação Científica?

Em primeiro lugar, devemos diferenciar os termos difusão, disseminação e divulgação científica. A princípio esses termos parecem sinônimos, mas tem sentidos distintos. A difusão científica tem o conceito mais amplo de todos, se refere a todo processo de veiculação da informação científica, seja por publicações técnicas ou não, e direcionadas para um público especializado ou não. Abrange todos os outros termos.

Já a disseminação científica é a transmissão de conhecimento para um público especializado, por linguagem técnica e aprimorada de entendimento dos indivíduos seletos. Um exemplo dessa comunicação são os próprios artigos científicos, que necessitam seguir normas da ABNT e, muitas vezes, abordam tipologias técnicas que somente pessoas da área conseguem compreender plenamente.

O termo divulgação científica, desde há muito tempo, é o termo mais empregado na literatura brasileira para falar sobre a transmissão da ciência para o grande público. A divulgação é a transposição do discurso científico para o público geral, ou seja, passar o conhecimento científico através de uma linguagem acessível, de fácil compreensão, inclusive com a utilização de recursos e técnicas que facilitem esse diálogo, adaptando o discurso. Em resumo, é realizar a transposição da linguagem técnica e formal utilizada na academia para uma linguagem não-formal que consiga ser compreendida por pessoas não-especialistas em determinado assunto.

E qual a importância da divulgação científica?

Podemos apontar que os grandes objetivos dessa atividade são instruir a população nos mais diversos aspectos, contribuir para a educação científica e, quem sabe, inspirar pessoas a seguir a carreira científica. Ciência e sociedade estão há muito tempo entrelaçadas que, às vezes, nem percebemos como estamos cercados de tanta ciência e tecnologia.

O celular em suas mãos é uma máquina, um microcomputador super potente com diversos recursos de diferentes origens agrupados. A internet, o rádio, a câmera fotográfica são outros exemplos. Na sua casa, a geladeira, a televisão, o aspirador de pó, o micro-ondas são super máquinas desenvolvidas graças à pesquisa científica e ao desenvolvimento tecnológico. Poucas décadas atrás muitos desses recursos eram apenas sonhos distantes vindos de filmes de ficção científica, mas que por muita pesquisa, muito estudo e muita ciência, tornaram-se reais e acessíveis à grande parte da população.

Através dos impostos, a sociedade financia as escolas e universidades públicas e as bolsas de pesquisas concedidas. Assim, é fundamental a sociedade entender como funciona a ciência, a pesquisa, seus métodos para compreender seu papel na sociedade e poder defendê-la. Da mesma forma que é importante que os pesquisadores dialoguem com a sociedade, que mostre suas pesquisas que visam melhorar a vida das pessoas, como técnicas novas de plantio, de reciclagem, de monitoramento de encostas, de análises que viram vacinas, entre várias outras aplicações.

O objetivo maior é que cada vez mais, mais pessoas possam ter acesso à informação, ao conhecimento científico, para poderem usá-lo em seu dia a dia ou até inspirar-se a seguir carreira acadêmica. A ciência está em toda parte e todos nós podemos constantemente ajudar na sua construção.


Referência Bibliográfica

BUENO, Wilson da Costa. Jornalismo científico: conceitos e funções. Ciência e Cultura, São Paulo: Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, 37(9), p. 1420-1427, set/1995. p. 1423.

http://www.cienciaexplica.com.br/2019/02/21/o-que-e-divulgacao-cientifica/

Atividade Gênero Textual

Leia os textos abaixo:

TEXTO 1 - "A posição social da mulher de hoje"

Ao contrário de algumas teses predominantes até bem pouco tempo, a maioria das sociedades de hoje já começam a reconhecer a não existência de distinção alguma entre homens e mulheres. Não há diferença de caráter intelectual ou de qualquer outro tipo que permita considerar aqueles superiores a estas. 

Com efeito, o passar do tempo está a mostrar a participação ativa das mulheres em inúmeras atividades. Até nas áreas antes exclusivamente masculinas, elas estão presentes, inclusive em posições de comando. Estão no comércio, nas indústrias, predominam no magistério e destacam-se nas artes. No tocante à economia e à política, a cada dia que passa, estão vencendo obstáculos, preconceitos e ocupando mais espaços. 
Cabe ressaltar que essa participação não pode nem deve ser analisada apenas pelo prisma quantitativo. Convém observar o progressivo crescimento da participação feminina em detrimento aos muitos anos em que não tinham espaço na sociedade brasileira e mundial. 

Muitos preconceitos foram ultrapassados, mas muitos ainda perduram e emperram essa revolução de costumes. A igualdade de oportunidades ainda não se efetivou por completo, sobretudo no mercado de trabalho. Tomando-se por base o crescimento qualitativo da representatividade feminina, é uma questão de tempo a conquista da real equiparação entre os seres humanos, sem distinções de sexo.

TEXTO 2 - A mulher no Brasil de hoje

A mulher, até recentemente, possuía pouca participação de destaque no cenário nacional. Normalmente envolvida nas atividades do lar e na criação dos filhos, a presença feminina, na maioria das profissões, era rara ou de valor secundário, inclusive na questão do ganho salarial. No século passado, os nomes mais famosos do universo feminino estavam concentrados na área artística e cultural, tais como a música, o teatro ou a escrita. (...) 

O cenário da participação feminina no cotidiano brasileiro atual é bem diferente. Não existem mais diferenças entre as capacidades e possibilidades de ambos os sexos. Muito pelo contrário, e fruto [como consequência] da iniciativa da mulher brasileira de buscar a própria qualificação profissional aliada às [e das] políticas governamentais exclusivas sobre o tema, observa-se hoje que não existem mais barreiras para o seu progresso individual. (...)
Da mesma forma, no cenário internacional, constata-se a presença da mulher brasileira com projeção e importância. A designação feminina para ocupar as representações nacionais no exterior, tais como embaixadas, consulados e a destacada vaga de representante do País na Organização das Nações Unidas (ONU) atestam a importância desse fato no crédito ao desenvolvimento atingido pelo Brasil nos últimos anos.

Portanto, observa-se, no despertar de mais uma nova década, que a situação social da mulher na sociedade brasileira atual é consideravelmente relevante e imprescindível. Mais ativa em áreas específicas, tais como a política, economia, educação superior e na diplomacia, a mulher brasileira se firma na atualidade como clara demonstração do amadurecimento da democracia brasileira, fundamentada na igualdade de oportunidades e na plena possibilidade de ascensão social.

# Questões:
1. Sobre a ascensão da mulher no cenário nacional, esses dois textos apresentam opiniões
a) complementares
b) conservadoras
c) contraditórias
d) inconsistentes

2. Qual a informação principal do Texto 1?
a) A necessidade de equiparação entre os seres humanos
b) O crescimento da participação feminina na sociedade
c) As diferenças intelectuais entre homens e mulheres
d) Os preconceitos contra a mulher no mercado de trabalho

3. No Texto 1, há uma opinião expressa pelo autor do texto no trecho:
a) "Ao contrário de algumas teses predominantes até bem pouco tempo"
b) "Estão no comércio, nas indústrias, predominam no magistério e destacam-se nas artes." 
c) "No tocante à economia e à política, a cada dia que passa, estão vencendo obstáculos"
d) "... é uma questão de tempo a conquista da real equiparação entre os seres humanos"

4. Nos dois textos predominam o emprego da linguagem
a) coloquial
b) literária
c) culta
d) informal

5. O texto 2 é um exemplo de
a) artigo científico
b) artigo de opinião
c) reportagem
d) resenha

6. Qual é o assunto do Texto 2?
a) A atuação da mulher no mercado de trabalho 
b) A igualdade da mulher na relação ao homem
c) A liderança feminina na ONU
d) A participação da mulher no contexto nacional


Atividade Gênero Textual

 

Leia o texto abaixo:

Batida entre carro e ônibus deixa um jovem ferido em Salvador

Um jovem ficou gravemente ferido após um acidente envolvendo um carro e um ônibus de transporte coletivo, em Salvador. O acidente aconteceu na manhã desta quinta-feira (25). A batida foi registrada no retorno da Avenida Otávio Mangabeira, orla da Boca do Rio. O motivo do acidente ainda está sendo investigado.

O jovem de 28 anos que dirigia o veículo, ficou preso às ferragens do carro. Ele conseguiu ser retirado pelo Corpo de Bombeiros e levado ao hospital uma hora depois pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Duas crianças também ocupavam o veículo, mas só tiveram ferimentos leves. De acordo com o motorista de ônibus, o carro tentou fazer uma manobra para fugir do semáforo. Nenhum dos passageiros se feriu no acidente. 
(Fonte: https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/texto-expositivo acesso em: 23.01.2020.)

1. A que gênero textual pertence o texto acima?
a) reportagem
b) notícia
c) artigo de opinião
d) editorial

2. A tipologia desse texto é predominantemente 
a) argumentativo
b) descritivo
c) expositivo
d) narrativo

3. Qual das alternativas abaixo não é uma característica do texto expositivo? 
a) tem preferência pelo conteúdo, pela mensagem
b) apresenta um assunto apenas explicando-o 
c) busca convencer o leitor a um determinado ponto de vista.
d) interpreta sem debater ou confrontar posicionamentos

4. O texto expositivo significa, basicamente, a apresentação de uma informação. Sendo assim, qual das alternativas informa o assunto central do texto acima?
a) Um jovem ficou gravemente ferido após um acidente envolvendo um carro e um ônibus
b) O motivo do acidente ainda está sendo investigado.
c) Ele conseguiu ser retirado pelo Corpo de Bombeiros e levado ao hospital
d) De acordo com o motorista de ônibus, o carro tentou fazer uma manobra para fugir do semáforo.

5. No trecho "Ele conseguiu ser retirado...", a que refere o pronome "ele" mencionado no texto?
a) Otávio Mangabeira
b) um jovem
c) um carro
d) o motorista do ônibus

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Carolina Maria de Jesus

 


Carolina de Jesus (Carolina Maria de Jesus, 1914-1977), está entre as primeiras e mais importantes escritoras negras do Brasil. Com problemas familiares desde a infância, era filha ilegítima sendo maltratada. Com muito sacrifício e apoio da mãe, frequentou a escola até o  segundo ano, aprendeu a ler e a escrever e foi justamente nessa época que começou a ter gosto pela leitura e escrita. Em seus manuscritos é fácil notar referências religiosas, mas Carolina foi expulsa da Igreja Católica, pois sua mãe tinha dois filhos ilegítimos. Já em sua fase adulta, também não foi readmitida na congregação, mesmo sendo católica devota. Com pouco estudo, foi uma mulher brilhante, sábia e visionária.

Sem dinheiro, Carolina só conseguia ler algo novo quando encontrava um livro ou revista que já foram descartados por outras pessoas. Apaixonada pela leitura passou a escrever sobre o dia-a-dia na favela onde morava. Desempregada e grávida, isso em 1947, morando na favela do Canindé, em São Paulo, conseguiu emprego na casa de um famoso médico que liberou a leitura de seus livros de sua biblioteca particular, já que notou a paixão da empregada. Após ter mais dois filhos, passou a ser catadora de lixo, época em que voltou a registrar o seu cotidiano, somando vinte cadernos, sendo que um deles virou livro, intitulado “Quarto de Despejo – Diário de uma Favelada”, publicado em 1960. O livro foi um sucesso, tendo rapidamente três edições que somaram 100 mil exemplares vendidos e tradução para 13 idiomas, vendido em mais de 40 países.

7 citações da escritora Carolina Maria de Jesus:

1 - Em 1948, quando começaram a demolir as casas térreas para construir os edifícios, nós, os pobres que residíamos nas habitações coletivas, fomos despejados e ficamos residindo debaixo das pontes. É por isso que eu denomino que a favela é o quarto de despejo de uma cidade. Nós, os pobres, somos os trastes velhos.
Carolina Maria de Jesus

2 - Escrevo a miséria e a vida infausta dos favelados. Eu era revoltada, não acreditava em ninguém. Odiava os políticos e os patrões, porque o meu sonho era escrever e o pobre não pode ter ideal nobre. Eu sabia que ia angariar inimigos, porque ninguém está habituado a esse tipo de literatura. Seja o que Deus quiser. Eu escrevi a realidade.
Carolina Maria de Jesus

3 - As crianças ricas brincam nos jardins com seus brinquedos prediletos. E as crianças pobres acompanham as mães a pedirem esmolas pelas ruas. Que desigualdades trágicas e que brincadeira do destino.
Carolina Maria de Jesus

4 - Antigamente o que oprimia o homem era a palavra calvário; hoje é salário.
Carolina Maria de Jesus

5 - Eu cato papel, mas não gosto. Então eu penso: faz de conta que eu estou sonhando.
Carolina Maria de Jesus

6 - Tem pessoas que, aos sábados, vão dançar. Eu não danço. Acho bobagem ficar rodando pra aqui, pra ali. Eu já rodo tanto para arranjar dinheiro para comer.
Carolina Maria de Jesus

7 - A tontura da fome é pior do que a do álcool. A tontura do álcool nos impele a cantar. Mas a da fome nos faz tremer. Percebi que é horrível ter só ar dentro do estômago.
Carolina Maria de Jesus



Vozes - Conceição Evaristo

 Vozes-Mulheres 

                      Conceição Evaristo

A voz de minha bisavó
ecoou criança
nos porões do navio.
Ecoou lamentos
de uma infância perdida.

A voz de minha avó
ecoou obediência
aos brancos-donos de tudo.

A voz de minha mãe
ecoou baixinho revolta
no fundo das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos
pelo caminho empoeirado
rumo à favela

A minha voz ainda
ecoa versos perplexos
com rimas de sangue
        e
        fome.

 

A voz de minha filha
recolhe todas as nossas vozes
recolhe em si
as vozes mudas caladas
engasgadas nas gargantas.

A voz de minha filha
recolhe em si
a fala e o ato.
O ontem – o hoje – o agora.
Na voz de minha filha
se fará ouvir a ressonância
O eco da vida-liberdade.
   
(In: Poemas de recordação e outros movimentos, 3.ed., p. 24-25)

http://www.letras.ufmg.br/literafro/autoras/24-textos-das-autoras/923-conceicao-evaristo-vozes-mulheres



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Antonio Candido

 Antonio Candido (1918-2017) foi um sociólogo, crítico literário, ensaísta e professor brasileiro, figura central dos estudos literários no Brasil. Autor de “Formação da Literatura Brasileira”, livro fundamental para quem quer entender a literatura brasileira.

Antonio Candido de Mello e Souza nasceu no Rio de Janeiro, no dia 24 de julho de 1918. Filho do médico Aristides Candido de Mello e Souza e de Clarisse Tolentino de Mello e Souza, recebeu as primeiras lições em casa, com sua mãe. Ainda criança, mudou-se com a família para a cidade de Poços de Caldas, em Minas Gerais.

Em 1935, já residindo em São Paulo, Antonio Candido concluiu o curso secundário no Ginásio Estadual de São João da Boa Vista, no interior do Estado. Entre 1937 e 1938 estudou no curso complementar do Colégio Universitário da Universidade de São Paulo (USP). Nessa época, militava no Grupo Radical de Ação Popular, contra o Estado Novo, no governo de Getúlio Vargas.

Formação

Em 1939, com 21 anos, Antonio Candido ingressou no curso de Direito da Faculdade de Direito do Largo São Francisco e também no curso de Ciências Sociais da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Abandonou a Faculdade de Direito no 5.º período e concluiu o curso de Ciências Sociais em 1942.

No seu grupo de amigos da universidade estavam nomes importantes que despontaram depois do Modernismo de 1922, entre eles, Décio de Almeida Prado, Paulo Emílio Salles Gomes e Gilda Rocha (futura Gilda de Mello e Souza). Foram os criadores de “Clima”, uma das mais importantes revistas de crítica do período, época em que iniciou sua carreira de crítico literário.

Carreira de Professor

Após formado, Antônio Cândido ingressou no corpo docente da USP, como assistente de ensino do professor Fernando de Azevedo, na cadeira de Sociologia. Em 1945 conquistou a cadeira de Literatura Brasileira, com a tese de livre-docência intitulada, “Introdução ao Método Crítico de Sílvio Romero”.

Em 1954, Antonio Candido obteve o grau de doutor em Ciências Sociais com a tese “Os Parceiros do Rio Bonito”, uma abordagem sumária sobre o modo de vida caipira. Entre os anos de 1958 e 1960, lecionou Literatura Brasileira na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Assis, hoje integrada à Universidade Estadual Paulista.

Em 1961 retornou à USP, como professor colaborador da disciplina de Teoria Literária e Literatura Comparada.  A partir de 1974 tornou-se professor titular da mesma universidade.

Entre 1964 e 1966, Antonio Candido lecionou Literatura Brasileira na Universidade de Paris. Em 1968 foi professor visitante de Literatura Brasileira Comparada na Universidade de Yale, Estados Unidos. Aposentou-se em 1978, mas continuou lecionando no curso de pós-graduação até 1992.

Crítico Literário

Antonio Candido iniciou sua carreira de crítico na revista Clima, entre 1941 e 1944. Em 1943 passou a colaborar com o jornal Folha da Manhã, onde reconheceu o talento de autores como, João Cabral de Melo Neto, Clarice Lispector e Guimarães Rosa. Foi também titular do jornal O Estado de São Paulo, para o qual fez o projeto do Suplemento Literário, em 1956.

Antônio Candido era um crítico cordato, elegante, avesso ao bate-boca vulgar, mas sem deixar de ser firme. Desde 1959, Antonio Candido se tornou o nome central da crítica literária do país. O autor deixou importantes ensaios e artigos produzidos como crítico de jornal e como pesquisador acadêmico, e muitos deles foram coligidos em livros como “Brigada Ligeira” (1945), “Vários Escritos” (1970) e “A Educação pela Noite” (1987).

Formação da Literatura Brasileira

Formação da Literatura Brasileira – Momentos Decisivos, publicada em 1959, foi a obra mais importante do crítico Antonio Candido. Para o autor, a “nacionalidade” da literatura brasileira não deve ser entendida como causa necessária de alguma força telúrica, porém com efeito de uma construção cultural. Daí a relevância do subtítulo: “Momentos Decisivos” sendo os instantes em que o desejo de inventar um país moldou as atitudes.

Antonio Candido escreveu uma inovadora história literária que abertamente excluiu autores e períodos que não correspondiam à noção de “literatura propriamente dita”. A obra explicitou o caráter narrativo de toda história cultural.

Vida Pessoal

Antonio Candido foi casado com Gilda de Mello e Souza (1919-2005), professora de Estética no Departamento de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. O casal teve três filhas: Ana Luísa Escorel, designer e escritora, e Laura e Mariana, professoras de história da USP.

Antonio Candido faleceu em São Paulo, no dia 12 de maio de 2017.





Prêmios

  • Prêmio Jabuti (1965)
  • Prêmio Machado de Assis (1993)
  • Prêmio Camões (1998)
  • Prêmio Alfonso Reyes (2005), no México
  • Premio Juca Pato (2007)

Obras de Antonio Candido

  • Formação da Literatura Brasileira (1959)
  • Os Parceiros do Rio Bonito (1964)
  • Literatura e Sociedade (1965)
  • Vários Escritos (1970)
  • Presença da Literatura Brasileira (1971)
  • Na Sala de Aula: Caderno de Análise Literária (1985)
  • A Educação Pela Noite e Outros Ensaios (1987)
  • O Discurso e a Cidade (1993)
  • Estudo Analítico do Poema (1993)
  • Iniciação à Literatura Brasileira (1997)
  • O Romantismo no Brasil (2002)
  • Tempo de Clima (2002)
  • O Direito à Literatura e Outros Ensaios (2004)
  • Eça e Machado (2005)

É bacharel em Biblioteconomia pela UFPE e professora do ensino fundamental.

Alfredo Bosi

 Sétimo ocupante da Cadeira nº 12, eleito em 20 de março de 2003, na sucessão de Dom Lucas Moreira Neves e recebido em 30 de setembro de 2003 pelo acadêmico Eduardo Portella.

ALFREDO BOSI nasceu em São Paulo (SP), em 26 de agosto de 1936. É casado com a psicóloga social, escritora e professora do Instituto de Psicologia da USP, Ecléa Bosi, com quem tem dois filhos: Viviana e José Alfredo. Faleceu no dia 7 de abril de 2021, em São Paulo, aos 84 anos.

Descendente de italianos, logo depois de se formar em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), em 1960, recebeu uma bolsa de estudos na Itália e ficou um ano letivo em Florença. De volta ao Brasil, assumiu os cursos de língua e literatura italiana na USP. Embora professor de literatura italiana, Alfredo  Bosi sempre teve grande interesse pela literatura brasileira, o que o levou a escrever os livros Pré-Modernismo (1966) e História Concisa da Literatura Brasileira (1970).



Em 1970, decidiu-se pelo ensino de literatura brasileira no Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, da qual é professor titular de Literatura Brasileira. Ocupou a Cátedra Brasileira de Ciências Sociais Sérgio Buarque de Holanda da Maison des Sciences de l’Homme  (Paris)...

Foi vice-diretor do Instituto de Estudos Avançados da USP de 1987 a 1997. Nesse último ano, em dezembro, passou a ocupar o cargo de diretor. Entre outras atividades no IEA, coordenou o

Educação para a Cidadania (1991-96), integrou a comissão coordenadora da Cátedra Simón Bolívar (convênio entre a USP e a Fundação Memorial da América Latina) e coordenou a Comissão de Defesa da Universidade Pública (1998).

Desde 1989 é editor da revista Estudos Avançados.

Formação escolar

Licenciado em Letras Neolatinas – Português, Italiano, Francês e Espanhol. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (1955-1958).

Curso de Especialização em Filologia Românica e em Literatura Italiana na mesma Faculdade (1959-1960).

Bolsa de Estudos na Faculdade de Letras da Universidade de Florença – Cursos de Filosofia da Renascença (E. Garin),  Linguística indoeuropéia (G. Devoto), Literatura Italiana (W. Binni), História da Língua Italiana (Migliorini), Filosofia Geral (C. Luporini) e Estética (Pesce) (1961-1962). 

Teses e concursos

Doutorado – Itinerario della Narrativa Pirandelliana. Universidade de São Paulo, 1964. Tese inédita.

Livre-Docência – Mito e Poesia em Leopardi. Universidade de São Paulo, 1970. Tese inédita.

Adjunto à disciplina de Literatura Brasileira, Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (1975).

Titular da disciplina de Literatura Brasileira, Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (1985).

Professor Emérito de Literatura Brasileira da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP  (2009).

Bolsas de estudo

Concedida pelo governo italiano. Universidade de Florença (1961-1962).

Guggenheim Fellowship, conferida pela John Simon Guggenhein Memória Foundation (1986).

Concedida pelo CNRS para estagiar três meses no Institut des Textes et des Manuscrits Modernes (ITEM) – Paris, 1990.  

Carreira docente

Docente de Literatura Italiana – Departamento de Letras, FFLCH/USP, de 1959 a 1969.

Docente de Literatura Brasileira – Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da FFLCH, desde 1970.

Orientador de alunos de pós-graduação em níveis de mestrado e de doutorado na disciplina de Literatura Brasileira da USP, desde 1972. 

Atividades administrativas e culturais na USP

Membro da Congregação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. De 1972 a 1984 como representante de categoria. A partir de 1985 como membro nato.

Membro do Conselho Editorial da Edusp (1985-1987).

Editor da revista Estudos Avançados desde 1989, 85 números de 1987 ao segundo semestre de 2015.

Membro do Conselho Diretor do Instituto Cultural Ítalo-Brasileiro desde 1991.

Coordenador do Programa “Educação para a Cidadania” do Instituto de Estudos Avançados (1991-1994).

Diretor do Instituto de Estudos Avançados (1997 a 2001).

Vice-Diretor do Instituto de Estudos Avançados (2002-  ).

Coordenador da Comissão de Defesa da Universidade Pública (USP, 1998-99).

Organizador do documento coletivo A presença da Universidade pública. USP, janeiro de 2000.

Membro da Comissão do Código de Ética da Universidade de São Paulo (2001).

Presidente da Comissão de Ética da Universidade de São Paulo (2002-03).

Coordenador da Cátedra  Lévi-Strauss, do IEA-USP,  em convênio com o Collège de France (desde 1998).

Coordenador do Grupo de Literatura e Cultura do Instituto de E studos Avançados (desde 2006).

Atividades culturais fora da USP

Conferências e cursos dados em várias instituições de ensino e cultura:

No Brasil: Unicamp, Unesp, UFJ, UFRGS, UFSC, Universidade Federal de Goiás, Universidade Federal de Ouro Preto, PUC-SP, PUC-RJ, Universidade Mackenzie, Academia Brasileira de Letras, Academia Paulista de Letras, Memorial da América Latina, Associação Brasileira de Escritores, Ministério das Relações Exteriores, Palácio da Cultura (MEC-RJ), Fundação Casa de Rui Barbosa, Fundação Joaquim Nabuco, Museu de Arte Moderna, Biblioteca Euclidiana de São José do Rio Pardo, Museu de Arte de São Paulo, Instituto Cultural Ítalo-Brasileiro, Biblioteca Municipal “Mário de Andrade”, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Centro Cultural Vergueiro, Instituto Cajamar, Escola Florestan Fernandes.

No exterior: Collegio Pio Brasiliano (Roma), Casa de las Américas (Havana), Université de Provence (Aix), Université de Paris IV (Sorbonne), Maison des Sciences de l’Homme, Institut des Hautes Études de l’Amérique Latine (Paris), École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris), Università di Roma “La Sapienza”, Instituto Brasil-Itália (Milão), Centro di Studi Brasiliani (Embaixada do Brasil em Roma), Universidad de la Republica (Montevideo), Universidad de Salamanca,  Princeton University, University of Yale, Accademia della Crusca (Florença).

Membro do Conselho de Redação da revista Paz e Terra. Rio, 1967-68.

Membro do Conselho Editorial da Coleção Ensaio. Ed. Ática, 1973-85.

Membro do Conselho Consultivo da revista Encontros com a Civilização Brasileira, 1978-82.

Membro do Secretariado Nacional de Justiça e Não-Violência, 1977-80.

Membro do Conselho de Redação da revista Religião e Sociedade (1980).

Revisor literário da edição brasileira da Bíblia de Jerusalém (“Evangelho segundo São João” e “Atos dos Apóstolos”). São Paulo: Ed. Paulinas, 1981.

Membro do júri constituído para atribuir o Prêmio “Casa de las Américas”, La Habana, 1981.

Presidente do Centro de Defesa dos Direitos Humanos “D. Paulo Evaristo”. Cotia, SP, 1982-84.

Membro da Comissão Julgadora das Bolsas Vitæ para Literatura, 1987-89.

Presidente do Conselho Editorial da revista Nossa América / Nuestra América, órgão do Memorial da América Latina, 1989-93.

Membro da Comissão Julgadora do Prêmio de Literatura “Memorial da América Latina”, 1989.

Membro do Comitê Consultivo Internacional do Anuário Mariateguiano, Lima, Amauta, 1992.

Coordenador, junto com Richard Graham, do projeto Editions of selected great books of Brazil, organizado pela Universidade do Texas e apoiado pelas fundações Vitæ e Lampadia (1994-97).

Membro do Conselho da revista Portuguese Studies, editada pelo King’s College de Londres, 1989-96.

Membro do Comitê Científico da revista Critica del Testo, do Departamento de Estudos Românicos da Università La Sapienza de Roma desde 1995.

Membro da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, 1987-94.

Professor convidado pela École des Hautes Études en Sciences Sociales. – Paris, set.-nov. de 1993; set.-dez. de 1996 e abr.-jun. de 1999.

Membro do Comitê Consultivo Internacional do Centenário de José Carlos Mariátegui.

Membro do júri do Prêmio Camões, 2002.

Membro do Júri do Prêmio “Conrado Wessel” de Cultura   (2008, 2010).

Membro do Conselho da Coleção “Espírito Crítico” das editoras Duas Cidades / Editora 34.

Titular da Cátedra de Estudos Brasileiros “Sérgio Buarque de Holanda” – Maison des Sciences de l’Homme. Paris, 2003.

Membro do Comitê Científico da Cátedra de Estudos Sociais Brasileiros “Sérgio Buarque de Holanda” – Maison des Sciences de l’Homme. Paris, desde 2003.

Membro Titular da Cadeira n.o 12 da Academia Brasileira de Letras (a partir de 30 de setembro de 2003).

Assessor de Literatura Brasileira do Museu da Língua Portuguesa, São Paulo, 2005.

Membro da Comissão Julgadora do Prêmio “Machado de Assis”, Academia Brasileira de Letras, 2005.

Membro do Conselho Editorial da Revista Camoniana.

Membro do Conselho Editorial da Revista Brasileira.

Fundação Gulbenkian (Lisboa)

Prêmios e distinções

Prêmio de “Melhor Ensaio de 1977” conferido a O Ser e o Tempo da Poesia, pela Associação Paulista de Críticos de Arte.

Prêmio de “Melhor Ensaio de 1992”, conferido a Dialética da Colonização pela Associação Paulista de Críticos de Arte.

Distinção “Homem de Idéias de 1992”, conferida pelo Jornal do Brasil.

Medalha “Cristoforo Colombo”, conferida pela Associação Lígures no Mundo aos estudiosos brasileiros da cultura italiana, em 1992.

Prêmio “Casa-Grande & Senzala 1993”, conferido a Dialética da Colonização pela Fundação Joaquim Nabuco.

Prêmio “Jabuti” para melhor obra de Ciências Humanas 1993, conferido a Dialética da Colonização.

Admissão à “Ordem de Rio Branco” no grau de Comendador, outorgada pelo Presidente da República em 30 de abril de 1996.

Prêmio “Jabuti” para melhor ensaio em 2000, conferido a Machado de Assis. O Enigma do Olhar.

Admissão à “Ordem do Mérito Cultural”, outorgada pelo Ministério da Cultura em 8 de novembro de 2005.


José Bonifácio, o Moço – Poesias (texto organizado e apresentado por A. Bosi e N. Scalzo). São Paulo: Conselho Estadual de Cultura, 1962.

O pré-Modernismo. São Paulo: Ed. Cultrix, 1966. 5.a ed., 1979.

História Concisa da Literatura Brasileira. São Paulo: Ed. Cultrix, 1970. 50ª. Edição, 2015.. Edição em língua espanhola: Historia Concisa de la Literatura Brasileña. México: Ed. Fondo de Cultura Económica, 1983; 2.ª edição, 2001.


Minha Biblioteca - Paulo


A Palavra e a Vida (em colaboração com o Prof. Rodolfo Ilari). São Paulo: Ed. Loyola, 1976.

O Ser e o Tempo da Poesia. São Paulo: Ed. Cultrix, 1977. 8ª. Edição revista e aumentada. São Paulo: Cia. Das Letras, 2010.

Reflexões sobre a Arte. São Paulo: Ed. Ática, 1985. 7.ª edição, 2002.

Céu, Inferno. Ensaios de Crítica Literária e Ideológica. São Paulo: Ed. Ática, 1988. Nova edição revista e acrescida. São Paulo: Duas Cidades/Editora 34, 2003. 3ª. Edição, revista. S.Paulo: Editora 34, 2010.

Dialética da Colonização. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. 4.a ed., 1996.

Leitura de Poesia. São Paulo: Ed. Ática, 1996.

Os Sertões de Euclides da Cunha. Edição didática. Texto estabelecido por Hercílio Ângelo. São Paulo: Ed. Cultrix, 1973.

O Conto Brasileiro Contemporâneo. São Paulo: Ed. Cultrix, 1975. 16a. edição revista, 2015.  A introdução à antologia foi vertida para o alemão sob o título de Situation und Formender zeitgenoessischen brasilianischen Kurzgeschichte, em Brasilianische Literatur, org. por Mechtild Strausfeld. Frankfurt: Suhrkamp, 1984.

Araripe Jr. – Teoria, Crítica e História Literária (org.). Rio de Janeiro: LTC/Edusp, 1978.

Cuentos de Machado de Assis. Seleção e apresentação. Caracas: Ed. Ayacucho, 1978.

Machado de Assis. Em colaboração com J.C. Garbuglio (org.), Mário Curvelo e Valentim Facioli. São Paulo: Ed. Ática, 1982.

Graciliano Ramos. Em colaboração com J.C. Garbuglio, Mário Curvelo e Valentim Facioli. São Paulo: Ed. Ática, 1987.

As Melhores Poesias de Ferreira Gullar. Seleção e apresentação. São Paulo: Ed. Global, 1983. 7.ª edição, 2004.

Cultura Brasileira. Temas e Situações (org.). São Paulo: Ed. Ática, 1987. 4.ª edição, 2003.

Hélio Lopes. Letras de Minas e outros ensaios (org.). São Paulo: Edusp, 1997.

Machado de Assis. O Enigma do Olhar. São Paulo: Ed. Ática, 1999. 3.ª ed., 2003.

Literatura e Resistência. São Paulo: Cia. das Letras, 2002.

Machado de Assis. São Paulo: Publifolha, 2002.

Brás Cubas em três versões. São Paulo, Cia.das Letras, 2006.

Machado de Assis. Coleção “Os Essenciais”.  Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras, 2010.

Ideologia e contraideologia. São Paulo: Cia. das Letras, 2010.

Padre Antônio Vieira - Essencial. Apresentação e organização. S.Paulo: Penguin Clásscos, Cia. das Letras, 2011. 

Entre a Literatura e a História. S.Paulo: Ed. 34, 2013. 

Dialética da Colonização. Prefacio de Graça Capinha. Lisboa: Glaciar Editora; Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras, 2014.

Catálogo das obras publicadas pela Academia Brasleira de Letras (apresentação e organização). Rio de Janeiro: ABL e Contracapa, 2015. 

Obras traduzidas

História concisa de la literatura brasileña. Trad. de Marcos Lara.  México: Ed. Fondo de Cultura Económica, 1983; 2.ª ed., 2001.

La culture brésilienne: une dialectique de la colonisation. Trad. de Jean Briant  Paris: Ed. L’Harmattan, 2000.

La cultura brasileña: una dialectica de la colonización. Trad. de Eduardo Rinesi e Jung Há Kang.  Salamanca: Ed. Universidad de Salamanca, 2005.

Colonu, Cult and Culture. Trad. por Robert P. Newcomb.  Dartmouth: University of Massachusetts, 2008.

Brazil and the Dialectic of Colonization . Trad. Robert Newcomb. University of Illinois, 2015. 

Alguns prefácios

Introdução a Fogo Morto de José Lins do Rego. 6ª ed., Rio de Janeiro: José Olympio Ed., 1965.

Prefácio a O Mundo Movente de Guimarães Rosa de José Carlos Garbuglio. São Paulo: Ed. Ática, 1972.

Apresentação de Memorial de Aires. São Paulo: Ed. Ática, 1973.

Apresentação de “Invulnerável Pássaro”, poemas de Hélio Lopes. São Paulo, 1973.

Prefácio a A Tradição do Impasse de João Alexandre Barbosa. São Paulo: Ed. Ática, 1974.

“Silêncio, fala e texto”, prefácio a O Tempo e Outros Remorsos de Alcides Villaça. São Paulo: Ed. Ática, 1974.

“Entre a retórica e a poesia”. Prefácio a A Tradição sempre Nova de Roberto de Oliveira Brandão. São Paulo: Ed. Ática, 1975.

“Lembrança de Italo Bettarello”. Posfácio a A Poesia Italiana Atual de Italo Bettarello. Boletim n.º 16 (Nova Série), USP, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Depto. de Letras Modernas, Curso de Italiano, 1977. Texto reproduzido In: Estudos Avançados n.º 22, set.-dez. 1994.

“O crítico entre a teoria e a prática”. Prefácio a Crítica Sistemática de Wendel Santos. Goiânia: Universidade Federal de Goiás, 1977.

“Um testemunho do presente”. Prefácio a Ideologia da Cultura Brasileira de Carlos Guilherme Mota. 2.ª ed., São Paulo: Ed. Ática, 1977.

Apresentação de O Narrador Ensimesmado de Maria Lúcia Dal Farra. São Paulo: Ed. Ática, 1978.

Prefácio a A Poética do Silêncio de Modesto Carone. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1979.

Prefácio a O Amor Romântico e Outros Temas de Dante Moreira Leite. São Paulo: Cia. Ed. Nacional – Edusp, 1979.

“Uma trilogia da libertação”. Prefácio a Os Prodígios de Dyonelio Machado. São Paulo: Ed. Moderna, 1980. O texto foi reproduzido como posfácio a Sol Subterrâneo do mesmo autor (Ed. Moderna, 1981).

Apresentação de Enquanto Vivemos de Jayro José Xavier. Rio de Janeiro: Ed. Achimé, 1981.

“Retrato sem retoques”. Prefácio a Língua e Literatura: O Professor Pede a Palavra, organizado por Valéria de Marco, Lígia Chiappini M. Leite e Suzi Franki Sperber. São Paulo: Cortez Editora – APLL-SBPC, 1981.

“Uma crônica das origens”. Prefácio a A Universidade da Comunhão Paulista de Irene R. Cardoso. São Paulo: Cortez Editora, 1982.

“Em memória de Wendel Santos”. Apresentação de Crítica: Uma Ciência da Literatura de Wendel Santos. Ed. da Universidade Federal de Goiás, 1983.

“Aventuras e desventuras de uma ideologia”. Prefácio à 4.ª edição (definitiva) de O Caráter Nacional Brasileiro de Dante Moreira Leite. São Paulo: Pioneira, 1983.

Prefácio a Teologia da Pastoral Operária. Experiência de Osasco, SP, de Domingos Barbé. Petrópolis: Vozes, 1983.

“O mundo mineiro de Orlando Bastos”. Prefácio a Contos de Orlando Bastos. São Paulo: Ática, 1984.

“O livro do alquimista”. Prefácio a Um Por Todos de José Paulo Paes. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984.

“Os trabalhos de Martha”. Prefácio a Mil e Um Provérbios em Contraste de Martha Steinberg. São Paulo: Ática, 1985.

“Um boêmio entre duas cidades”. Prefácio a Abraçado ao Meu Rancor de João Antônio. São Paulo: Ed. Guanabara, 1986.

Prefácio a Psicologia e Literatura de Dante Moreira Leite. São Paulo: Hucitec, 1987.

Prefácio a Na Ilha de Marapatá de Raul Antelo. São Paulo: Hucitec, 1987.

Prefácio a Linguagem Autoritária de Maria Thereza Fraga. São Paulo: Brasiliense, 1989.

Introdução a Crônica da Casa Assassinada de Lúcio Cardoso. Paris: Archives, 1991.

“La parábola de las vanguardias”. Em Las vanguardias latinoamericanas de Jorge Schwartz. Madrid: Ed. Cátedra, 1991.

Prefácio a Escola Vivida, Escola Projetada de Moacir Gadotti. Campinas: Papirus, 1992.

Seleção, organização e prefácio de Sobre Letras e Artes de Otto Maria Carpeaux. São Paulo: Ed. Nova Alexandria, 1992.

Prefácio a Universo da Criação Literária de Philippe Willemart. São Paulo: Edusp, 1993.

Prefácio a Bastidores da Criação Literária de Philippe Willemart. São Paulo: Iluminuras, 1999.          

Prefácio à 2.ª edição de Narrativas Populares de Osvaldo Elias Xidieh. Belo Horizonte\São Paulo:  Itatiaia/Edusp, 1993.

Contracapa de Ensaios Críticos de Francesco de Sanctis. Nova Alexandria, 1993.

Prefácio a Antologia de Antologias da Poesia Brasileira de Magaly Gonçalves, Zélia Thomaz de Aquino e Zina Bellodi Silva. São Paulo: Musa Editora, 1995.

Prefácio a A Estética de Benedetto Croce. “Introdução ao Breviário de Estética de B. Croce”. São Paulo: Ática, 1996.

“História de um encontro”. Em Cecília Meireles, Cecília e Mário. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996.

Posfácio à 15.ª edição de Maíra de Darcy Ribeiro. Rio de Janeiro: Ed. Record, 1996. O texto “Morte, onde está tua vitória?” integra a fortuna crítica de Maíra aposta ao romance. Publicado também na edição francesa de Maíra (Paris: Gallimard, 1997).

Prefácio a Antônio Vieira, De Profecia e Inquisição. Brasília: Senado Federal, 1998.

Prefácio a A Universidade Impossível de Jacques Marcovitch. São Paulo: Ed. Futura, 1998.

Prefácio a Bastidores da Criação Literária de Philippe Willemart. São Paulo: Iluminuras, 1999.

Posfácio à 4.ª edição de Dialética da Colonização. São Paulo: Cia. das Letras, 2001.

Prefácio a Luigi Pirandello, Um, Nenhum, Cem Mil. São Paulo: Cosac & Naify, 2001.

Apresentação a S.T. Coleridge, A Balada do Velho Marinheiro, trad. de Alípio Correia de Franca Neto. São Paulo: Ateliê, 2005.

 “Celso Furtado rumo a uma visão holística”. Prefácio a Criatividade e dependência na civilização industrial de Celso Furtado. São Paulo: Cia.das Letras, 2008.

Prefácio a Voices of the desert. A novel  de Nélida Piñon. New York: Alfred A Knopf, 2009.

Posfácio a A estrutura da bolha de sabão. Contos de Lygia Fagundes Telles. São Paulo: Cia. dass Letras, 2010.

Prefácio a Poesia reunida, de Carlos Nejar. São Paulo: Novo Século, 2009.

Prefácio a Cemitério dos vivos de Lima Barreto. São Paulo: Cosac Naify, 2010.

“Quando fala o poeta: Saint-John Perse leitor de Dante”. Prefácio a Discurso de Florença de Saint-John Perse, trad. de Bruno Palma. São Paulo, Ateliê, 2010.

 "O lugar da Retórica na obra de Vico". Apresentação a Giambattista Vico, Ciência Nova. Trad. de Vilma De Katinszky. São Paulo: Ed. Hucitec, 2010.

Prefácio a Domício Proença Filho. O risco do jogo. Poemas. São Paulo: Prumo, 2013. 

Prefácio a Ivan Vilela, Cantando a própria história. São Paulo: Edusp, 2013

Prefácio a Mino Carta, O Brasil  Rio: Record, 2013. 
Prefácio a Samarone Marinho. Manoel ama lembrar. Rio de Janeiro: 7 letras, 2014. 

Prefácio a Alcides Maya, Machado de Assis. Algumas notas sobre o humour.  Rio: ABL, 2015.

Orelha a Fernando Paixão. Porcela Invisível. São Paulo: Cosac&Naify, 2015.   

 Posfácio a José de Alencar. Iracema. São Paulo: Penguin clássicos / Companhia das Letras, 2016

  Ensaios, artigos, resenhas

“A história da literatura brasileira de Veríssimo”. In: O Imparcial. São Paulo: Colégio Macedo Soares, abril de 1958.

“Crítica e poesia”. In: Progresso Ítalo-Brasiliano, n.º 6. São Paulo, 31 de julho de 1959.

“Lendo Clarissa de Érico Veríssimo”. In: A Cidade de S. Carlos, 5 de setembro de 1959.

“O barroco e o sentimento do infinito”. In: A Cidade de S. Carlos, 3 de outubro de 1959.

“O pensamento de Vico”. In: Enciclopédia Ambiente, n.º 1, maio de 1960.

Para o Suplemento Literário de O Estado de S. Paulo:

Resenha: Waldir Ribeiro do Val. “Vida e obra de Raimundo Correia”. 15 de julho de 1961.

“O romance da Providência”. 19 de agosto de 1961.

“Círculo mágico”. 9 de setembro de 1961.

“Motivo e tema”. 21 de julho de 1962.

“Jorge de Lima: a estrada e o rio”. 11 de agosto de 1962.

Resenha: Ernesto Grassi. “Arte e Mito”. 8 de dezembro de 1962.

“Um conceito de humorismo”. 9 de fevereiro de 1963.

Para o mesmo Suplemento, como responsável pela secção de Letras Italianas:

“Os herdeiros de Croce”. 28 de setembro de 1963.

“O nosso tempo e a esperança”. 14 de dezembro de 1963.

“Um teólogo leitor de Dante”. 14 de janeiro de 1964.

“De um prefácio a Quasimodo”. 21 de março de 1964.

“O outro Pirandello”. 9 de maio de 1964.

“Um Kafka italiano?”. 11 de julho de 1964.

“Nem viver nem morrer”. 12 de setembro de 1964.

“Michelangelo poeta”. 28 de novembro de 1964.

“Poesia popular italiana”. 8 de maio de 1965.

“Ética e poesia no Inferno” de Dante”. 22 de maio de 1965.

“Problemas da vanguarda”. 28 de agosto de 1965.

“Um novíssimo lê Dante”. 23 de outubro de 1965.

“Verga vivo”. 8 de janeiro de 1966.

“Quer pasticciaccio brutto...”. 30 de abril de 1966.

“Croce e os mitos modernos”. 4 de junho de 1966.

“A lição de Ungaretti”. 20 de agosto de 1966.

“As razões de Moravia”. 27 de agosto de 1966.

“Quasímodo revisitado”. 24 de dezembro de 1966.

“O mundo ofendido de Vittorini”. 11 de março de 1967.

Resenha: Henri Lefebvre. “Le langage et la société”. 1 de abril de 1967.

“Uma cultura doente?” (Italo Svevo). 6 de maio de 1967.

“Um conto de Pirandello”. 1 de julho de 1967.

“Paixão e ideologia” (Pasolini). 16 de setembro de 1967.

“Travessia: leitura de L’anguilla, de Eugenio Montale”. 5 de maio de 1968.

“A estrutura e o nada” (Umberto Eco e “La struttura assente”). 5 de outubro de 1968.

“Cecília Meireles: a música ausente”. 20 de janeiro de 1965.

“Sobre Teilhard de Chardin”. 6 de novembro de 1965.

“Literatura e sociedade”. 19 de março de 1966.

“Bandeira, romântico e moderno”. 16 de abril de 1966.

“Nota sobre a imagem em Castro Alves”. 5 de junho de 1971.

"Cultura. A cultura no Brasil Império. Literatura. Ideias". Em A Construção Nacional (1830-1889) Vol. 2. Coordenação de José Murilo de Carvalho. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012. 

"Economia e Humanismo". Estudos Avançados, n.75, maio-agosto de 2012. 
 "Relendo Carpeaux". Em Estudos Avançados, n. 78. USP, maio-agosto de 2013. 

"O duplo espelho em um conto de Machado de Assis". Estudos Avançados, n.80, janeiro-abril de  2014. 

Palavras de recepção da Acadêmica Nélida Piñon. Em Revista Brasileira, ano IV, n. 84. 

"Celso Furtado: uma nova concepção de desenvolvimento" em Antologias da ABL. Ensaios. Org. de Rosiska Darcy de Oliveira e Marco Lucchesi.Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras, 2015[E2] .

Artigos publicados em outros periódicos ou em obras coletivas:

“Um comentário perfeito a Mater et magistra”. In: Brasil Urgente, n.º 50, 28 de fevereiro de 1964.

“Lebret e o seu Manifesto por uma Civilização Solidária”. In: Brasil Urgente, n.º 54, 27 de março de 1964.

“Do conformismo ao descontentamento”. In: Notícias Literárias,  Editora Pensamento-Cultrix,  n.º 21, agosto de 1966.

“Acaso, necessidade”. In: Discurso, n.º 2. Depto. de Filosofia da Universidade de São Paulo, 1971.

“Uma leitura de Vico”. In: Discurso, ano 3, n.º 3, 1972.

“Formação cultural brasileira”. Em VV.AA., Brasil, Processo e Integração. São Paulo: Ed. Loyola, 1972.

“As Letras na Primeira República”. Em O Brasil Republicano, 2.º vol., coord. de Boris Fausto. São Paulo: Difel, 1977 (o texto foi escrito em 1972).

“A pós-graduação em Literatura Brasileira”. In: Alfa, 18/19, Depto. de Letras da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Marília, 1973.

“Imagens do Romantismo no Brasil”. Em O Romantismo, vol. org. por J. Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 1978 (o texto foi escrito em 1973).

“O Movimento Modernista de Mário de Andrade”. In: Colóquio de Letras, n.º 12. Lisboa, março de 1973.

“Imagem, discurso”. In: Discurso, n.º 5, 1974.

“O trabalho dos intelectuais segundo Gramsci”. In: Debate e Crítica, n.º 6, 1975.

“A volta da redação”. In: Movimento, 29 de setembro de 1975.

“Homenagem a Érico Veríssimo”. In: Movimento, 8 de dezembro de 1975.

“Por um pensamento selvagem”. Entrevista (refeita por copydesk) a Veja, Páginas Amarelas, 19 de novembro de 1975.

Gramsci na prática”. In: Movimento, 22 de setembro de 1976.

Verbete “Literatura Brasileira. Modernismo”. Em colaboração com Otto Maria Carpeaux. Enciclopédia Mirador Internacional, vol. IV, pp. 1698-1703. Rio, 1976.

Verbete “Literatura Italiana. Das origens à Renascença”. Em colaboração com Otto Maria Carpeaux. Enciclopédia Mirador Internacional, vol. XII, pp. 6348-6358. Rio, 1976.

“Argüição a Paulo Emilio”. In: Discurso, n.º 8, 1978.

“Uma figura machadiana”. In: Almanaque, n.º 8, 1978. Texto reproduzido em VV.AA., Esboço de Figura (Homenagem ao 60.º aniversário de Antonio Candido). São Paulo: Duas Cidades, 1979.

“Moderno e modernista no Brasil”. In: Temas, n.º 6, São Paulo, 1979.

“Camões e Jorge de Lima”. In: Revista Camoniana, Instituto de Estudos Portugueses, USP, 1978.

Resenha: Otto Maria Carpeaux. “Reflexo e realidade”. In: Leia Livros. Rio de Janeiro: Fontana, 15 de setembro de 1978.

Resenha: Pedro Casaldáliga. “Antologia retirante”. Encontros com a Civilização Brasileira n.º 5, dezembro de 1978.

“A questão da cultura brasileira”. Texto elaborado a partir da transcrição do debate promovido pelo Grupo “Casa Grande”, a 5 de junho de 1978 entre Darcy Ribeiro, Ferreira Gullar e o autor deste Memorial. Direção de Antonio Houaiss. Em Conjuntura Nacional. Petrópolis: Vozes, 1979.

“Literatura e ensino da Literatura”. Transcrição da entrevista dada à Profa. Maria Thereza Fraga Rocco, em 1977, e publicada no livro Literatura/Ensino: uma problemática. São Paulo: Ática, 1981.

“Literatura e Revolução”. Transcrição da entrevista dada ao Prof. Pedro Port, da Universidade Federal de Santa Catarina. Publicada em Travessia, n.º 2. Florianópolis, 1981.

“O nacional, artigo indefinido”. In: Folhetim (Folha de S. Paulo), 10 de maio de 1981.

“O fio vermelho”. In: Folhetim, 17 de maio de 1981.

“A intimidade revelada” (cartas de Gramsci). In: Folhetim, 28 de junho de 1981.

“Marilena, o logos apaixonado”. In: Folhetim, 27 de setembro de 1981.

“Memória e Memorial”. In: Folha de S. Paulo, 17 de junho de 1982.

“Dez argumentos pelo ensino público”. In: Folha de S. Paulo, 31 de agosto de 1982.

“A máscara e a fenda”. Em Machado de Assis (VV.AA.). São Paulo: Ática, 1982.

“Sobre Vidas Secas”. In: Novos Estudos Cebrap, abril de 1982, reproduzido, com retoques, no volume coletivo Os Pobres na Literatura Brasileira (org. Roberto Schwarz). São Paulo: Brasiliense, 1983.

“Alceu aqui e agora”. In: Leia Livros, outubro de 1983.

“Homenagem a Sérgio Buarque de Holanda”. In: Novos Estudos Cebrap, novembro de 1983.

“Jejum contra a fome”. In: Folha de S. Paulo, 18 de dezembro de 1983.

“Lobato e a criação literária”. In: Boletim Bibliográfico da Biblioteca Municipal Mário de Andrade, vol. 43, n.º 1/2. São Paulo: Prefeitura do Município de São Paulo, 1983.

“Cultura brasileira”. Em Filosofia da Educação Brasileira. Volume organizado por Durmeval Trigueiro Mendes. Rio de Janeiro: Ed. Civilização Brasileira, 1983.

“Descentralização?”. Folha de S. Paulo, 4 de março de 1984.

“Um exemplo de participação”. Folha de S. Paulo, 22 de março de 1984.

O auto do frade: as vozes e a geometria”. Folhetim, 8 de abril de 1984.

“Sobre a não-violência”. Folha de S. Paulo, 19 de maio de 1984.

Resenha: Luiz Eduardo Wanderley. “Educar para transformar”. Folha de S. Paulo, 15 de junho de 1984.

“Democracia versus poluição”. Folha de S. Paulo, 19 de agosto de 1984.

“Getúlio, Tancredo e a carta”. Folha de S. Paulo, 24 de agosto de 1984.

“Teologias, sinais dos tempos”. Folha de S. Paulo, 10 de outubro de 1984.

“O nacional e suas faces”. Em Eurípedes Simões de Paula. In Memoriam. USP, 1984.

“Estados Unidos, Nicarágua e Brasil”. Folha de S. Paulo, 10 de maio de 1985.

“A educação e a cultura nas constituições brasileiras”. In: Novos Estudos Cebrap, n.º 14, fevereiro de 1986.

“Educação e Constituinte”. Folha de S. Paulo, 6 de fevereiro de 1987.

“Cultura como tradição”. Em Cultura Brasileira. Tradição/contradição. Rio de Janeiro: Zahar, 1987.

“Entre a Ecologia e a Economia”. Folha de S. Paulo, 26 de agosto de 1987.

“Educar para os Direitos Humanos”. Folha de S. Paulo, 4 de fevereiro de 1988.

“Fenomenologia do olhar”. Em O Olhar (org. por A. Novais). São Paulo: Cia. das Letras, 1988.

“O exílio na pele”. In: Novos Rumos, ano 3, n.ºs 8/9, 1988.

“Pluralismo nella cultura brasiliana”. In: Letterature d’America, v. 6, n.º 28, Roma, 1989.

“Apresentação de Leopoldo Zea”. Em Nossa América. São Paulo: Memorial da América Latina, n.º 2, 1989.

“A vanguarda enraizada: o marxismo vivo de Mariátegui”. In: Estudos Avançados, n.º 8, Instituto de Estudos Avançados, USP, jan.-abr. 1990. A versão em espanhol, “La vanguardia enraizada”, foi publicada no Anuario Mariateguiano, vol. IV, n.º 4. Lima: Ed. Amauta, 1992.

“O tempo e os tempos”. Em Tempo e História. São Paulo: Cia. das Letras, 1992.

“Jacques Chonchol: o Chile ontem e hoje” (entrevista). In: Estudos Avançados, n.º 21, agosto de 1994.

“Origem e função das idéias em contextos de formação colonial”. Em Vários Autores, Pensamento Brasileiro. Centro de Estudos Brasileiros. Embaixada do Brasil em Roma, 1995.

“A escrita do testemunho em Memórias do Cárcere”. In: Estudos Avançados, n.º 23, jan.-abr. de 1995.

“Formações ideológicas na cultura brasileira” In: Estudos Avançados, n.º 25, set.-dez. 1995.

“O passado e o mercado”. Jornal do Brasil. Caderno de Idéias16 de dezembro de 1995.

“A natureza, os antigos. Leopardi tradutor”. Em: Giacomo Leopardi: Poesia e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996.

“Homenagem a Florestan Fernandes”. In: Estudos Avançados, n.º 26, jan.-abr. 1996.

“Quando tempo não é dinheiro”. Jornal do Brasil, 13 de janeiro de 1996.

“Educação: as pessoas e as coisas”. Jornal do Brasil, 10 de fevereiro de 1996.

“Alain ameno e grave”. Jornal do Brasil, 9 de março de 1996.

“A arte e o bicho-da-seda”. Jornal do Brasil, 6 de abril de 1996.

“Vieira e o reino deste mundo”. Jornal do Brasil, 4 de maio de 1996.

“Cartas cartesianas”. Jornal do Brasil, 1 de junho de 1996.

“Intimidade e assimetria”. Jornal do Brasil, 29 de junho de 1996.

“Leopardi”. Jornal do Brasil, 27 de julho de 1996.

“Sobre alguns modos de ler poesia”. Em Leitura de Poesia. São Paulo: Ática, 1996.

“A intuição da passagem em um soneto de Raimundo Correia”. Em Leitura de Poesia. São Paulo: Ática, 1996.

“O ponto cego do ensino público”. Folha de S. Paulo, 9 de março de 1997.

“Um estudante chamado Alexandre”. Alocução de abertura do Congresso dos Estudantes da USP, promovido pelo DCE-Livre “Alexandre Vannucchi Leme”. Jornal da USP, 24 de agosto de 1997.

“Fantasia e planejamento. Sobre Celso Furtado”. Folha de S. Paulo, Caderno de Resenhas, n.º 32, 1997.

“Vieira e o reino deste mundo”. In: Décio de Almeida Prado. São Paulo: Edusp, 1997.

“As fronteiras da literatura”. Em: Aguiar, Flávio (org.). Gêneros de Fronteira. São Paulo: Xamã, 1997.

“Camus na festa do Bom Jesus”. Tempo Social. Revista Sociologia, USP, 10(1), maio de 1998.

“Uma grande falta de educação”. In: Praga, n.º 6, Ed. Hucitec, 1998.

“O cânon poético nas antologias brasileiras”. Critica del testo. Dipartimento di Studi Romanzi. Università La Sapienza, Roma, 1999.

“Os estudos literários na era dos extremos”. Em: Flávio Aguiar (org.), Antonio Candido: Pensamento e Militância. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 1999.

“For a renewed historicism: reflex and reflection in Literary History”. In: Ciência e Cultura, v. 51, n.º 5/6, dezembro de 1999.

“Por um historicismo renovado. Reflexo e reflexão em história literária”. In: Teresa, Revista de Literatura Brasileira, n.º 1. Universidade de São Paulo, 2000.

“Educação e sociedade no Brasil contemporâneo”. In: Revista Ciência Hoje. São Paulo, 2000.

“Os apontamentos de Gramsci”. Folha de S. Paulo, 8 de abril de 2000.

“A importância da universidade pública”. In: Ciência Hoje. Rio de Janeiro, outubro de 2000.

“A universidade pública brasileira: perfil e acesso”. In: Konrad-Adenauer Stiftung, 2000.

“Considerações sobre tempo e informação”. In: Redemoinhos. São Paulo, n.º 4, 30 de julho de 2001.

“O humanismo de Jacques Maritain”. Em Pozzoli (org.), Ensaios em homenagem a Franco Montoro. São Paulo: Loyola, 2001.

“A escrita e os excluídos”. Comunicação apresentada ao II Fórum Mundial, Porto Alegre, janeiro de 2002 (incluído em Literatura e Resistência, cit.)

“Poesia versus racismo”. Em Estudos Avançados, n.º 44, jan.-abr. 2002.

“Em torno da poesia de Cecília Meireles”. Em Metamorfoses, n.º 3. Cátedra Jorge de Sena para Estudos Literários Luso-Afro-Brasileiros. Rio de Janeiro, UFRJ, 2002.

“Paulo Evaristo, leitor de São Jerônimo”. In: Idade Mídia, n.º 2, FIAM, novembro de 2002.

“Entrevista a Augusto Massi”. Em Memórias do Presente. 100 Entrevistas do Mais. São Paulo, Publifolha, 2003.

“Entrevista a Lígia Chiappini e Ulrich Fleischmann. In: Iberoamericana, n.º 10, Berlim, 2003.

“Carta-oração a Fr. Giorgio Callegari”. In: Revés do Avesso, ano 13, São Paulo: Centro Ecumênico de Publicações e Estudos Frei Tito de Alencar Lima, janeiro de 2004.

Discurso de posse na Cadeira n.º 12 da Academia Brasileira de Letras. Rio de Janeiro, 30 de setembro de 2003. Publicado pela ABL, Rio, 2004.

“O positivismo no Brasil: uma ideologia de longa duração”. Em Leyla Perrone-Moisés (org.), Do Positivismo à Desconstrução. Idéias francesas na América. São Paulo: Edusp, 2004.

“Poesia como resposta à opressão”. Entrevista a Reinaldo Gama. Em Prazer em Conhecer. Fapesp, 2004.

“O teatro político nas crônicas de Machado de Assis”. São Paulo, Instituto de Estudos Avançados, Coleção Documentos, 2004.

“Fora sem dentro? Análise e interpretação de um poema de João Cabral de Melo Neto”. In: Estudos Avançados n.º 50, jan.-abr. de 2004.

“Raymundo Faoro leitor de Machado de Assis”. In: Estudos Avançados, n.º 51, maio-ago. 2004.

“O realismo na obra de Machado de Assis”. Em Escolas Literárias no Brasil. Coord. de Ivan Junqueira. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras, 2004. (Coleção Austregésilo de Athayde, v. 23, t. I).

“Reflexões sobre o Modernismo”. Em Escolas Literárias no Brasil. Coord. De Ivan Junqueira. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras, 2004. (Coleção Austregésilo de Athayde, v. 23, t. II).

 “Notas sobre o Simbolismo brasileiro em conexão com o Simbolismo ocidental”. Em Arlete Cavaliere e outros. Tipologia do simbolismo nas culturas russa e ocidental.  São Paulo: Humanitas, 2005.

“Caminhos entre a Literatura e a História Cultural”. In: Estudos Avançados, n.º 55, set.-dez. de 2005.

“Brás Cubas em três versões”. In: Teresa, n.º 8, março de 2006.

Discurso em homenagem a Ferreira Gullar por ocasião da outorga do Prêmio “Machado de Assis” pelo conjunto de sua obra. 20 de julho de 2005 (a sair nos Anais da Academia Brasileira de Letras).

“Teologia da libertação”. Trabalho apresentado ao Seminário Michael Löwy. 28 de setembro de 2005 (a sair em livro pela Editora Boitempo).

“Da Esquerda cristã à Teologia da Libertação”. Em As utopias de Michael Löwy (org. por Ivana Jinkings e J. Alexandre Pechanski). São Paulo: Boitempo, 2007.

RESENHA – “Liberalismo versus democracia social”. Resenha de Contra-história do liberalismo  de Domenico Losurdo. São Paulo: Estudos Avançados, no. 51, jan.-abril de 2007.

“O Cemitério dos vivos: testemunho e ficção”. Em Literatura e Sociedade, n. 10. São Paulo: USP, Depto. De Teoria Literária, 2008.

“Simone Weil: l’intelligence libératrice et sés formes”. Em Cahiers Simone Weil.  Paris: set. de 2008, tomo XXXI, n. 3.

“Figuras do narrador machadiano”. Em Cadernos de Literatura Brasileira. Machado de Assis.  S. Paulo: Instituto Moreira Salles, 2008.

“Um nó ideológico.. Notas sobre o enlace de perspectivas em Machado de Assis.”  Em Escritos. Revista do Centro de Pesquisa da Casa de Rui Barbosa. Rio de Janeiro: 2008.

Outorga do título de Professor Emérito a Alfredo Bosi”.  Discursos de Alfredo Bosi e José Miguel Wisnik.  São Paulo: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, 2009.

“Antônio Vieira: profeta e missionário. Um estudo sobre a pseudomorfose e a contradição”. I. Em Estudos Avançados,  n. 64. IEA-USP, set.-dez. de 2008,    (II) id. N. 65, , jan.-abril de 2009.

“Rumo ao concreto”. Brás Cubas em três versões”. Em Luso-Brazilian Review. University of Wisconsin Press, vol. 46, n.1, 2009.

“Joaquim Nabuco memorialista”. Em Estudos Avançados, n.69. IEA-USP: maio-agosto de 2010.

"O crítico Astrojildo Pereira". Em  José Ribeiro Guedes de Oliveira. Astrojildo Pereira. In Memoriam. Brasília: Fundação Astrojildo Pereira, 2010.

"O Crucifixo no tribunais". Carta Capital, 8 de abril de 2012.

"Menos kits. Melhores professores". Carta Capital, 6 de janeiro de 2014.

A grande encruzilhada". Carta Capital, 5 de março de 2015.

A História o absolverá?"  Carta Capital, 8 de abril de 2015.

“Megulho nas trevas”. Carta Capital, 23 de abril de 2016

“Jorge de Lima, poeta em movimento (Do “menino impossível” ao Livro de sonetos). Em Estudos Avançados, n. 86, IEA-USP, 2016.

“Literatura italiana – na universidade e a partir da universidade. Em Revista Brasileira, n. 85. ABL, out.-nov de 2016.,  

Entrevistas

Entrevista ao Programa Trajetória, TV USP, em 11 de novembro 2003.

Entrevista ao Programa Roda Viva, TV Cultura, em 23 de setembro de 2004

“Poesia como resposta à opressão”. Entrevista concedida a Rinaldo Gama. Em Prazer em conhecer. As entrevsistas de Pesquisa FAPESP, org. por Maariluce Moura. São Paulo: Fapesp\Uniemp, 2004.

“Literature and Difference. A Conversation with Alfredo Bosi”. Entrevista concedida a Pedro Meira Monteiro. Em Ellipsis. Journal of the American Portuguese Association. Vol 4. New Jersey, New Brunswick, Rutgers University, 2006.

Entrevista a Informe, n.64. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP,  dezembro de 2009

“Antonio Candido mestre da mediação”. Entrevista dada a Literatura e Sociedade, n.ll. São Paulo: Depto. de Teoria Literária e Literatura Comparada da USP, 2009. 

Entrevista a Poesia Sempre, ano l6, n. 32. Concedida a Marco Lucchesi. Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, 2009.

Entrevista à Revista E, ano 16, n.7. São Paulo, SESC, janeiro de 2010.

Entrevista a Sabático, ano I, n.10. Concedida a Antônio Gonçalves Filho. O Estado de São Paulo, 15 de maio de 2010.

Entrevista à Revista da Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo. n.56, dezembro de 2015.

Traduções

Nicola Abbagnano – Dicionário de Filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1970.

François Wahl – Filosofia e Estruturalismo (com Adélia B. de Meneses). São Paulo: Cultrix, 1971.

Simone Weil – “A Ilíada ou o poema da força”. Em Ecléa Bosi (org.), Simone Weil: a condição operária e outros estudos sobre a opressão. 2.ª edição. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.